O processo das boas idéias.

Quarta, 02 de Novembro de 2011, 22:43 h por Vanessa Fernandes
Boas idéias. De onde elas surgem?

Acho que todo mundo que em algum momento iniciou um processo criativo já se fez essa pergunta. Como fazer com que idéias fluam, como criar algo de relevante e que permaneça um bom tempo por aí, qual a mágica por trás dos casos de sucesso?

Foi pensando nisso que o escritor Steven Johnson lançou o livro,  De onde vêm as boas idéias?. Johnson é considerado um dos maiores pensadores do meio virtual pelas revistas Newsweek, New York Magazine e Websight. Escreve regularmente para o The New York Times, The Wall Street Journal e The Financial Times.

Durante cinco anos, ele estudou mais de 200 casos de descobertas e invenções que ocorreram ao longo de 700 anos e analisou como o meio e a troca de palpites e sugestões criaram novas formas de uma idéia e assim, ajudaram na sua consolidação. Para o autor, os Cafés durante o Iluminismo e os Salões Parisienses do Modernismo, por exemplo, eram locais de efervescência ideológica, justamente pelas trocas intelectuais.

Dentro de sua teoria, as mentes se influenciam e se complementam, daí a necessidade de ouvir e agregar novos conceitos à idéia original. E como essas idéias precisam de um tempo de maturação, de modificação, grande parte só vai ”fazer a diferença” depois de 2 à 10 anos em média.

A conectividade, a combinação de idéias seria então o segredo para a inovação tecnológica, a resposta para a criação de boas idéias.
  
Esse vídeo resume bem do que se trata o livro e vale a pena ser visto para entender a teoria de Steven Johnson.




Se o coletivo é o caminho para as boas idéias, como organizar as mentes individualmente para que consigam produzir mais e melhor? Afinal, cada um tem que fazer a sua parte não é?

É aí que entram as táticas do guru da produtividade David Allen, autor do best seller A Arte de Fazer Acontecer.

Para Allen, é necessário esvaziar a cabeça para produzir melhor. O conceito básico do seu trabalho consiste em liberar a mente para a criatividade fluir.

Resumidamente o método está dividido em quatro estágios.

O primeiro é identificar as idéias e anotá-las, pois é importante externalizar, não confiar somente na mente que acaba confundindo tantas informações e faz com que você acredite que não é possível realizá-las.

O segundo estágio é avaliar tudo o que está na lista, saber o grau de importância de cada item, buscar entender qual resultado você quer ter com esses projetos.

Na terceira etapa você então, organiza os resultados das suas decisões, de modo que seja fácil localizar as soluções.

Finalmente, o quarto e último estágio consiste em revisar e refletir o que já foi feito e o que ainda precisa ser resolvido. É o momento de ter uma visão geral dos seus projetos.

Para as pessoas que ficam paralisadas com tantos afazeres e projetos, o autor afirma que é necessário saber a prioridade que se dá a cada um deles e aceitar o fato de que só é possível fazer uma coisa de cada vez. Por isso a importância de saber o significado de cada projeto.


Quanto mais clara for a visão do que você quer pra sua vida, mais fácil vai ser definir quais são as prioridades, o que cada coisa na sua lista significa. Em última instância, suas ações deveriam ser determinadas: em primeiro lugar, pelos projetos com os quais está comprometido; em segundo lugar, pelos seus objetivos de vida a curto prazo, em dois ou três anos; e, em terceiro lugar, pela sua visão de mundo e seus valores mais essenciais. – diz David Allen, em entrevista para a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.


Portanto, selecionar os planos, os projetos, e compartilhá-los com outras cabeças, pode ser uma boa forma de criar algo significativo, de fazer a diferença com boas idéias.




  
            ->Matéria “Esvaziar a cabeça é fundamental para produzir mais”
           Com David Allen ( Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios) 
           Recomendamos a leitura.